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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Qual será o papel do pedagogo nas empresas?



A cada dia mais pedagogos vem sendo muito bem aceitos em empresas, para assumirem o cargo de gestor de recursos humanos, o papel do pedagogo nas empresas é o de socializar, interagir. È este profissional que é o responsável muitas vezes pelas parcerias entre trabalhadores e empresa propriamente dita, tem o poder de intervir, e também de lutar por benefícios para o seu grupo de subordinados.
Dentre das varias funções da área de recursos humanos algumas delas também são: Ser responsável por toda e qualquer tipo de elaboração de palestras, sejam ela da CIPA, (Comissão interna de prevenção de acidentes) ou de outras. Alem disso tem o grande papel de ser remediador e motivador. Pois sabemos Que hoje em dia muito trabalhador não teen formação nenhuma, outros ao menos não conseguem ler e escrever, mais uma vez é onde o pedagogo deve atuar sabendo dessa dificuldade ele deve intervir trazendo recursos que façam com que os trabalhadores tenham acesso à formação básica aos funcionários.
Enfim o pedagogo por ser da área de humanas, é fundamental para empresas, pois atuam na transformação através da educação, para que isso aconteça, é necessário que o pedagogo tenha uma visão geral da empresa e conheça os seus funcionários.
Por Clara Rafaela

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A importância das (HQ) Historias em Quadrinho para crianças em fase de Alfabetização.

A leitura na educação infantil é de suma importância para a apropriação da linguagem das crianças com a escrita, para muitos educadores a historia é fator indispensável, e muitos já trabalham a leitura diariamente em seus planejamentos de aula, estão vario tipos de textos como, por exemplo: parlendas, poesias, contos de fadas, entre outros, esses textos ajudam as crianças a terem diferentes experiências dentro do contexto pedagógico.
As histórias em quadrinhos têm sido cada vez mais inseridas nestes planejamentos por educadores que vêem nela oportunidades de aprendizado para as crianças, pois com elas as crianças que ainda não sabem ler conseguem ler e entender as mais diversas situações, por serem historias completamente ilustrada e possibilita facilmente a leitura dos quadrinhos.
Hoje em dia encontramos diversos tipos de quadrinhos, cada um com um objetivo diferente.
As crianças adoram, pois percebem que conseguem ler, diferentes de outros textos que as crianças recusam por saberem de suas dificuldades com a leitura, alem de ser divertido e proporcionar um momento prazeroso, e de muitas aprendizagens.
Há ainda quem digam que as HQ, não são indicas para essa faixa etária por se tratarem de textos curtos, essas pessoas acreditam que as crianças ficarão “preguiçosas”, deixando de lado a vontade de ler livros que são maiores, outros falam que as crianças que ainda não sabem ler e escrever ficarão “burras”, por existirem quadrinhos onde os personagens falam errado ou falam um linguajar de sua região, sendo que este aspecto é uma característica do personagem.
Para mim as historias em quadrinhos possibilita para a criança momentos divertidos e prazerosos, pois ela é uma forma lúdica e divertida de incentivar a leitura aos pequenos, e também aos adultos, justamente por serem textos curtos e de fácil acesso.


Por Clara Rafaela

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Geografia X Alfabetização

Geografia, Cartografia e Alfabetização, tudo a ver...
Esta semana, as meninas do Destaque realizaram uma atividade da temática de Geografia em sala de aula que abordava o uso Alfabetização cartográfica, ou seja, o envolvimento da ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas ao letramento e alfabetização na escola, parece complicado né ? Se você achou que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Relaxa, o Destaque preparou este artigo pra esclarecer as suas dúvidas, confere aí.
Vamos lá, primeiro, o que o ensino de Geografia enriquece o processo de alfabetização e letramento? À medida em que se oferece um contexto rico em situações sociais e ainda, contribui para o desenvolvimento de habilidades necessárias para o uso competente da leitura e da escrita. Exemplos: observação, análise, registro, comparação, formulação de hipóteses e conclusões, etc. Viu como é simples ?
E aprendemos que, a leitura do mundo é fundamental para que possamos viver em sociedade e exercitar nossa cidadania. E você deve estar se perguntando como fazer a leitura do mundo, acertei? Pois é, esta leitura é feita por meio do espaço, isso mesmo, leitura do espaço, os mapas que trazem em si todas as marcas da vida dos homens.
Resumindo, não basta a criança desvendar o universo simbólico dos mapas se não for dado a ela a condição de leitor crítico de mapas ou um mapeador consciente.
 Gostou deste post? Pode copiar, mas antes é só comentar! 

Por Dani Ribeiro

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Anton Makarenko

Um homem que melhorou a educação dos jovens infratores...
Makarenko.jpg


Filho de um operário ferroviário e de uma dona de casa, Anton Semionovich Makarenko nasceu em 1888 na Ucrânia,  quando criança foi matriculado em uma escola primária onde aprendeu: Língua Russa, Aritmética, Geografia, História, Ciências Naturais, Física, Desenho, Canto, Ginástica e Catecismo, mas em sua língua materna proibida pelo Império da Rússia.      
           Quando jovem,  Makarenko se formou no magistério onde se abriram várias portas para que o novo professor se desenvolvesse profissionalmente. De 1920 á 1928 assumiu a direção da Colônia Gorki, com crianças e jovens que viviam na marginalidade.
            Com intuito de modificar a realidade destas crianças, Makarenko as colocou para trabalhar, ele dizia que é uma instância educativa fundamental e que é uma atividade produtiva com sentido social, eles trabalhavam quatro horas diárias e cinco horas para estudar. Makarenko não queria que nenhum educador aceitasse defeitos e que os alunos deveriam ter um comportamento perfeito e quando alguém o questionava ele perguntava: E pra que existe o comportamento imperfeito?
            Markarenko organizava a colônia com agrupamentos mistos que quer dizer meninos com diversas idades e tinha um responsável pelo agrupamento, a pedagogia de Anton era parecida com a de militaristas,  mas estas metodologias eram  ocupadas por  atividades artísticas (música, teatro, literatura). Com isso os meninos foram modificando seus comportamentos e se integrando à sociedade pouco a pouco.
            Portanto, Makarenko mudou a realidade de vida destes garotos que estavam sem a esperança perante a sociedade, e a colônia estava conhecida como  “lugar de bandidos”, deu a vida novamente para esses garotos que não tinham mais motivação para viver se continuasse naquela realidade muitas daquelas crianças teriam sido assassinadas e Anton modificou isso, esses alunos nasceram novamente.

Por Erika Neves 

Inclusão social

Inclusão social na escola
Fonte do vídeo: www.youtube.com.br

Refletindo com o Destaque...

O vídeo nos faz sobre o ambiente escolar, e o que almejamos para o nosso futuro a partir deste campo. Independente da religião, raça, cultura, deficiência física ou psicológica e opção sexual, somos todos iguais perante a lei e perante a Deus e todos merecem o respeito da sociedade.
Essa diversidade e igualdade deve ser trabalhada em sala de aula, na escola onde muitos alunos têm o seu primeiro contato com a sociedade. O incentivo deve se iniciar na Educação Infantil e ser sempre estimulado até o Ensino Médio, além da  Educação de Jovens e Adultos.
Este estímulo deve ser apresentado em  projetos e atividades que direcionem um olhar amplo na vida dos educandos, fazendo-os enxergar a tamanha diversidade de nossos irmãos.
 Infelizmente ainda encontramos o preconceito nas escolas e na sociedade, mas unidos, acreditamos que é possível vencer este obstáculo e conseguirmos uma sociedade que respeite as diferenças. Basta que cada um faça a sua parte.

Por  Erika Neves e Letícia Rocha.

Literatura de cordel

"o ato de educar pelo exemplo"
Dizem que palavras movem,
Mas os exemplos arrastam.
Palavras doces comovem,
Palavras duras desgastam.
E os pais que discutem juntos
Determinados assuntos
Têm mais chances de acertar
Na educação dos filhos,
E colocá-los nos trilhos,
Sem deixar medos do ar.
Drogas, sexualidade,
São alguns temas que os pais
Encontram dificuldade
De botar nos manuais.
Como, onde, o quê fazer
Quando surpresas nos vêm?
A psíquica estrutura,
A religião e a cultura
Nos inquieta também.

Educação, todo dia,
Nas escolas e nos templos,
Exige sabedoria,
Mas também requer exemplo.
É mostrar do mundo as cores,
Ensinar reais valores,
Éticos e espirituais.
É conscientização,
É paciência, ação,
Mais os princípios morais.

Diálogo ainda é
Um caminho eficiente,
E é muito bom quando a fé
Pode se fazer presente.
Respeito e compreensão,
Duas atitudes que são
De inestimável valor.
Num mundo globalizado,
Ninguém terá resultado
Sem carinho e sem amor.

Nossas crianças agora,
Em todas as regiões,
Todo dia e toda hora,
Têm muitas informações.
Por isso, há alguns perigos.
A Internet, os amigos
E o mundo competitivo
Podem proporcionar
Um crescimento exemplar,
Muito sadio, ou nocivo...
Os pais não podem ficar
Todo tempo junto aos filhos,
Pois precisam trabalhar,
Daí alguns empecilhos.
Ameaçá-los, mentir,
Meter medo ou omitir
São gestos ultrapassados,
Que causam mal ás crianças
Produzem desconfianças,
Criam homens assustados.

Nosso bom comportamento,
Perante a sociedade,
Vem de um grande engajamento
Desde a mais remota idade.
É um reflexo do que vemos,
Daquilo que recebemos
De melhor, e na medida.
Os exemplos que os pais dão
Norteiam a educação
Dos filhos por toda a vida.

                                                              Moreira de Acopiara/“Atitudes que constroem”(p. 69 á 71)
                                                                                               
                                                Editora Ensinamento/Brasilia-DF-2010



Fonte:http://www.google.com.br/imgres?q=literatura+de+cordel


Reflexão do Destaque...
            Segundo este cordel, Moreira de Acopiara descreve o ato de educar em todos os sentidos da vivência em sociedade atualmente. Com o título “o ato de educar pelo exemplo”, ressalta o fato de a criança tomar para si tais ações cometidas por pais e educadores, que nem sempre são as mais corretas.
O autor enfatiza que, mentir ou ameaçar a criança atrapalha em seu desenvolvimento. E assim, pode-se criar um adulto incapaz de lidar individualmente com os obstáculos que a vida irá impor. E não é isso que queremos para os nossos pequenos, pelo contrário, que sejam seres que possuam bases de valores e princípios e que possam usufruir dos ensinamentos que lhes foi dado na infância empregando-os na vida adulta.
            O cordel é um ótimo conteúdo a ser trabalhado em sala de aula, sugerir esta leitura aos alunos é incentivá-los a se integrar com a literatura popular. Hoje esta literatura é mais forte no Nordeste, e não é difícil encontrar jovens que desconhecem esta este tipo de leitura nas outras regiões brasileiras, é marcada pelo seu contexto diferenciado e esclarecedor, e o Destaque indica como uma boa ferramenta para trabalhar vários temas do currículo escolar, pode-se usar deste material para promover a criatividade dos alunos e até criar novos cronistas.
É importante que para se concretize este processo, o professor estimular sempre os alunos a não ler o cordel em voz baixa e sim alta e de acordo com o que a literatura demanda. Se o cordel for triste, o tom de voz tem que ser triste, se for um texto alegre, deverá ter o tom de voz alegre, sempre obedecendo ao modo da narrativa. É interessante que o professor analise o grau de interesse que seus alunos têm com essa experiência, perante a roda de conversa perguntando que tipo de literatura que os agrada, o que eles acham interessante no cordel. Isso irá colaborar para que você, como educador, traga cordéis mais parecidos com o perfil de seus alunos.
Mas e os alunos da EJA? (Educação de Jovens e Adultos), eles não ficam esquecidos. Consideramos o cordel como leitura que mais pode interar-se à história de vida, pois a maioria dos educandos desta modalidade são nordestinos, e trabalhando-se com esta leitura na Educação de jovens e adultos, pode-se descobrir cronistas que incentivarão ainda mais o crescimento da literatura de cordel nos dias atuais.
Portanto, nós professores conhecemos este material e devemos incentivar, trabalhar e demonstrar de várias formas em sala de aula a diversidade de atividades que esse tipo de literatura pode nos oferecer, além de plantar o interesse pela leitura na mente de nossos alunos, independemente da modalidade de ensino que atuarmos.
O Destaque apóia a idéia de introduzir a literatura popular no planejamento escolar, pois é um material que possui diversidade, grandes obras e histórias de vida, e todos os alunos das regiões brasileiras têm direito e dever de conhecer e “abusar” deste tipo de leitura que é nossa, é do Brasil.

Por Dani Ribeiro e Erika Neves.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

20 de Novembro, o dia da Consciência Negra


E por que dia 20 de Novembro? A escolha desta data não foi por acaso: Em 20 de Novembro de 1965, Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares foi morto em uma emboscada em Pernambuco. Isso ocorreu após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do Quilombo.
 O Dia da Consciência Negra homenageia e resgata as negras raízes do povo brasileiro. Comemorar esta data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica da importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1988. Escolhido por marcar o dia da morte de Zumbi dos Palmares,    a comemoração     é dedicada à reflexão sobre presença do negro na sociedade brasileira.
O dia da Consciência Negra também põe em pauta a importância de discutir a temática negra na escola. A inclusão de assuntos ligados à África e ao povo negro na educação formal é uma das estratégias para reconhecer a presença desse grupo na história do Brasil - os negros correspondem a 6,8% da população brasileira segundo o IBGE, mas os chamados "pardos" chegam a um número próximo da metade da população brasileira. Não à toa, escolas e instituições diversas já reconhecem a importância de trabalhar a cultura negra em seu dia a dia.
A lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos à história dos povos africanos em seu currículo. Além disso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a diversidade cultural do país deve ser trabalhada no âmbito escolar.
Inserir a temática negra no currículo escolar é uma forma de combater a discriminação, apontam especialistas. Pais e professores também podem ajudar a reforçar a identidade cultural de crianças e jovens negros escolhendo livros e brinquedos com essa temática.
E hoje, o Destaque indica para vocês algumas obras infantis com protagonistas negros:


Menina Bonita do Laço de Fita
Autor: Ana Maria Machado
Faixa Etária: a partir dos 3 anos
A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a igualdade racial.

Luana, A Menina Que Viu O Brasil Neném
Autores: Oswaldo Faustino, Arthur Garcia e Aroldo Macedo
Faixa Etária: 4 a 8 anos
O livro conta a história de Luana, uma menina de 8 anos que adora lutar capoeira, e a historia do descobrimento do Brasil. Ao lado de seu berimbau mágico, ela leva o leitor a outras épocas e lugares e mostra o quão rica é a cultura brasileira, além da importância das diferentes etnias existentes por aqui.

Tudo Bem Ser Diferente
Autor: Todd Parr
Faixa Etária: 4 a 8 anos
A obra ensina as crianças a cultivar a paz e os bons sentimentos. O autor lida com as diferenças entre as pessoas de uma maneira divertida e simples, abordando assuntos que deixam os adultos sem resposta, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais.

O Menino Marrom
Autor: Ziraldo
Faixa Etária: a partir de 7 anos
O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos.

Diversidade
Autor: Tatiana Belinky
Faixa etária: 8 a 12 anos
O livro mostra, através de versos, porque é importante sermos todos diferentes. A autora fala que não basta reconhecer que as pessoas não são iguais, é preciso saber respeitar as diferenças.

Divirtam-se e boa leitura!
Por Dani Ribeiro

Sete lições sobre a Educação de Adultos


Nome do autor: Álvaro Vieira Pinto
Titulo da obra: Sete lições sobre a educação de adultos
Editora Cortez Março 2003 (118p)

Nas primeiras páginas desta obra, o autor relata as experiências com os estudos na área de medicina, filosofia e os idiomas que dominava.  E demonstrou ser de sua extrema importância o ato da relação entre sociedade e educação.
 Obra lançada em 1982 e essa é a 13°edição, é praticamente igual à primeira, foi modificada apenas a impressão. Este livro contribui para o desenvolvimento do público que se relaciona com a Educação de Jovens e Adultos, trazendo análises para que o professor e outros envolvidos com esta modalidade de ensino, consigam refletir sobre a prática das metodologias em sala de aula e fora dela.
O livro está divido em duas partes. Na primeira apresenta a Introdução, que contém uma entrevista informal cedida a Dermeval Saviani e Betty Antunes de Oliveira, e alguns subsídios que facilitam ao leitor situar no contexto da vida e da obra do autor os temas abordados. Na segunda parte, desenvolve os temas propriamente ditos “As Sete Lições sobre Educação de Adultos”, oriundos de roteiros de aulas-conferências proferidas no Chile, em 1966, quando se encontrava exilado, transformados em livro por sugestão de seus colaboradores.
                Durante a entrevista, o autor tece críticas em relação aos desencontros do ato de educar, revelando que é indispensável o caráter de encontro das consciências no ato da aprendizagem, visto que a educação é uma transmissão de uma consciência à outra, de alguma coisa que um já possui a outro que ainda não tem, bem como esclarece pontos fundamentais de sua formação e trabalho desenvolvido.
As sete lições abordam questões que traduzem conceitos, concepções, enfim, o pensamento filosófico naquele momento histórico vivido pelo autor, mas atualíssimo, sobre o tema “Educação de Adultos”.
No primeiro tema, resgata o campo teórico do conceito Educação, processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses. Seu caráter histórico e antropológico possibilita uma visão de educação como processo influenciado pela sociedade, que determina possibilidades e condições, probabilidades, meios e fins gerais da educação. A educação é também fator de ordem consciente determinada pela consciência social e objetiva do sujeito, de si e do mundo.
No segundo tema, o autor enfatiza a diferença entre conteúdo e forma de educação, e prioriza a relação de interdependência entre ambos. Deixa claro que só se diferenciam pela análise conceitual, à luz da qual aparecem como opostos, porém, identificam-se na constituição de um ato real único.
Indagações como “a quem educar”, “quem educa”, “com que fins e meios” remetem a uma distinção entre a consciência ingênua e a crítica, deixando claro que a finalidade da educação é a mudança da condição humana do indivíduo que adquire o saber de forma substantiva, alterando o ser do homem.
Pinto aborda ainda o caráter ideológico da educação, visto que se trata de um fenômeno social total, misto de interações e conexões recíprocas, e como tal não pode ser dissociada, tratada isoladamente. Tal pensamento nos remete à alienação educacional como uma característica da atividade pedagógica, alertando para a necessidade imprescindível de que o educador se converta a sua realidade, sendo antes de tudo o seu próprio povo, passando da consciência ingênua à crítica, compreendendo a educação como prática social, intransferível de uma sociedade à outra, servindo aos objetivos e interesses das lutas pelo desenvolvimento e transformação do homem.
No terceiro tema, o autor retoma de forma mais explícita a concepção ingênua, que à luz da filosofia não inclui, em sua representação da realidade exterior e de si mesma, a compreensão das condições determinantes que a fazem pensar tal como pensa; isto é julga-se como um ponto de partida absoluto e acredita que suas idéias vêm dela mesma e assim provêm da realidade. Nesse contexto, concebe o educando como ignorante em sentido absoluto e como objeto puro da educação, vista como a transferência de um conhecimento absoluto, abstrato, finito, a-histórico, sendo dever moral da fração adulta, culta, detentora do saber.
Em oposição à concepção ingênua, o autor enfatiza aspectos da concepção crítica, que é a representação mental do mundo exterior e de si mesmo e que compreende que o mundo objetivo é uma totalidade na qual se encontra inserida e é, por essência, histórica. Aqui, o educando é visto como detentor de um saber, no sentido do conceito de cultura e sujeito da educação, nunca objeto dela, já que essa se concretiza num diálogo amistoso entre sujeitos. O conhecimento é visto como produto da existência real, objetivo, concreto, material, do homem em seu mundo.
No quarto tema, o autor aborda a educação infantil e a educação de Adultos pela importância de ambas na vida do homem. Deixa claro que a alfabetização de adultos é processo pedagógico qualitativamente distinto do infantil e o que distingue uma modalidade da outra não é o conteúdo, os métodos, as técnicas de instruir, mas sim os motivos, os interesses que o contexto sócio-politico-cultural, como um todo, tem quando educa a criança ou o adulto. 
O quinto tema aborda as considerações sobre o estudo particular do problema da educação de adultos, aqui vistos na fase mais rica de sua existência, plena de possibilidades, evidenciando e enfatizando a realidade do trabalhador e o conjunto de conhecimentos básicos que possui.
Pinto lembra que a educação do adulto não pode ocorrer separada da educação da criança. Essa, por sua vez, deve ser simultânea à primeira, enfatizando que é um erro condenar os adultos à condição perpétua de iletrados e concentrar recursos da sociedade na alfabetização das faixas etárias menores, mais barata e de maior rendimento futuro. Erro sociológico, que supõe o adulto culpado pela sua própria ignorância. Assim, para lidar com a educação de adultos faz-se necessário considerar a sua condição de sujeitos pensantes, dotados de experiências referentes e ao seu círculo de existência, portadores de idéias, dotados de capacidade intelectual e, conseqüentemente, atuantes e úteis a sua sociedade. O autor refere-se também às camadas iletradas da população, que tendem a ser mais homogêneas pelas próprias condições em que vivem. Assim, a educação de adultos visa a atuar sobre as massas para que estas, pela elevação de padrão de cultura, produzam representantes mais capacitados para influir socialmente. Desta forma, é imprescindível que a competência do educador se concretize na prática de um método crítico de educação de adultos e que dê ao educando a oportunidade de alcançar a consciência crítica instruída de si e do mundo, por meio de conteúdos e atividades de real significância, contemplando o que o educando adulto precisa saber para a sua inserção no mundo letrado.
O sexto tema abordado por Pinto refere-se ao problema da alfabetização e das concepções que os educadores têm sobre a mesma. Deixa claro que é necessário partir do ponto de vista humanista e não idealista, ou seja, ver o analfabeto como ser humano, como fato real, concreto, para depois ver o aspecto sociológico, o analfabetismo. O analfabeto é, assim, uma realidade humana, enquanto o analfabetismo traduz-se como uma realidade sociológica.
Segundo o autor, o analfabeto, em sua essência, não é aquele que não sabe ler, e sim aquele que, por suas condições concretas de existência, não necessita ler, embora em sua existência, pela experiência e conhecimento, faça a sua própria leitura de mundo, que deve ser considerada e respeitada por todos.
O sétimo e último tema trabalhado pelo autor nos remete à questão da formação do educador, especialmente o educador de adultos. Considerada de suma importância um dos pontos que deve ser contemplado em todo programa de expressão pedagógica.
 A pergunta feita inicialmente é “quem educa o educador?” Para a consciência ingênua, a resposta óbvia é “outro educador”, o que suscita novo questionamento: quem educa este educador que agora está educando o outro?
Segundo Pinto, o educador deve compreender que a fonte de sua aprendizagem, de sua formação é sempre a sociedade, mas que esta atua indiretamente quando o educador recebe os conhecimentos, e diretamente quando firma a sua consciência de educador. 
 Em sua análise, o autor deixa claro que a formação do educador está condicionada aos diferentes contextos e que nem sempre tem noção crítica de seu papel na sociedade, como forças atuantes no desenvolvimento econômico, político e cultural dessa mesma sociedade. Portanto, a formação do educador deve priorizar a sua função social, a sua indispensável vinculação ao povo. Neste aspecto tem-se verificado determinada inércia por parte dos educadores, que estacionam no caminho de sua formação profissional, já que se julgam detentores do saber. Essa inércia impede o acompanhamento do movimento da realidade vinculada ao povo. O autor afirma que a cultura é, por definição, uma totalidade e, por isso, é sempre possuída pelo povo como unidade social. Completa que o educador precisa compreender que o povo é a matriz de toda cultura, e que o saber não é, em si mesmo, cultura, senão que se torna tal quando representa um produto de consciência geral. Portanto, o educador só desempenhará com proveito suas funções se se conservar fiel às inspirações de seu povo, concretamente, das massas trabalhadoras de seu país.
Ao longo de todo o texto, o autor prioriza o conceito crítico de educação como diálogo entre educadores e educandos, num encontro das consciências. Nesse sentido, ambos se sentem sujeitos ativos do processo de aprendizagem e o educando, em lugar de estar sendo preparado para a sociedade, está, ao contrário, preparando-a para si.
O autor conclui seu trabalho enfatizando que no processo de educação não há uma desigualdade essencial entre dois seres, mas um encontro amistoso pelo qual um e outro se educam reciprocamente.
Por Erika Neves e Fernanda Nunes

quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Racismo nosso de cada dia...
Fonte: http://www.google.com.br/imgres?q=racismo

Um problema atual que reflete opressões do passado. Assunto pouco discutido, às vezes esquecido, e fato de pura ignorância, pois nossos antepassados nada mais eram que indígenas.
É muito racismo camuflado, que o povo finge não enxergar. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.
A discriminação vem ao longo de nossa história, desde a época da colonização, se mostrando através da escravidão e do autoritarismo, refletindo em uma sensação de inferioridade por parte dos negros, como se não fossem iguais aos brancos. Na concepção antiga os únicos inteligentes eram os brancos e os negros serviam apenas para servi-los.
O Brasil é fortemente influenciado pela cultura negra, como no caso da culinária em que um dos pratos típicos, a feijoada, que podemos considerar que foi criada em ambiente de senzalas e ter servido de alimento para os escravos na época colonial.
Um dos ritmos mais conhecidos é o samba, que com certeza tem descendência negra, em que eles demonstravam suas expressões, e por isso inicialmente foi considerado como marginalidade e desprezado.
Portanto, vamos considerar que ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade de direitos, independente de sua cor da pele.
Para finalizar, o Destaque deixa a música de Gabriel, O Pensador, que tem por título tudo o que queremos dizer:  RACISMO É BURRICE! Curte e comenta aí!




Racismo É Burrice
Gabriel O Pensador
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você
Por  Letícia Rocha
Prô, como assim Proclamação da República?
          
         

Fonte:www.smartkids.com
    Calma criançada, vou resumir em poucas palavras o motivo pelo qual   o dia 15 de Novembro é vermelho em nosso calendário.      
         A República é um governo que procura atender aos interesses gerais de todo o cidadão. É o povo que elege o seu Chefe de Estado, que exercerá um mandato temporário. No Brasil, a atual Chefe de Estado é a Presidente Dilma Rousseff.
         Movimento político-militar que acaba com o Brasil imperial e instaura no país uma República federativa. A Proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.
         O último abalo da monarquia é o fim da escravidão, em 13 de maio de 1888. O império perde o apoio de escravocratas, que aderem à República. Liderados pelos republicanos “históricos”, civis e militares, conspiram contra o império. Comandante de prestígio, o Marechal Deodoro da Fonseca é convidado para comandar o golpe. 
         A 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República. O antigo regime não resiste, mas também não há euforia popular. Dom Pedro II e a família real embarcam para Portugal dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo Governo Provisório.       O Marechal Deodoro era figura de muito prestígio no exército e relutara em participar do movimento devido a sua amizade com Dom Pedro II. A primeira constituição republicana, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, contemplava a federação, o presidencialismo e a divisão dos poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário.


Por Dani Ribeiro

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A primeira escrita das crianças

O Destaque explica ...
 

 Fonte: Blog Educação Divertida
         Quando a criança aprende a ler e escrever? Na maioria das vezes ouvimos as seguintes respostas: a partir das vogais no primeiro ano. A maioria pensa desta forma e acaba desconsiderando tudo o que a criança sabe sobre o mundo em vive e desde o momento em que nasceu, e foi a partir de seu nascimento que ela não parou de adquirir conhecimento. As primeiras escritas das crianças são representadas através de desenhos, isto faz parte do processo de alfabetização, pois, se aproveita tudo o que a criança já sabe, para no futuro aprender a leitura e a escrita.
            Para entender melhor, podemos citar a seguinte situação: Quando uma criança que não sabia ler e queira ir ao bainheiro, apenas através do símbolo, ela consegue distinguir em qual deve entrar.
            As diferenciações dos traços no desenho aos poucos vão se estabelecendo letras e se relacionando à formação de palavras, vão também se formando as relações entre as escritas, sons, imagens e palavras. Promovendo uma didática da alfabetização, considerando a criança como um ser que constrói conhecimento.
Após a inserção da criança na escola, a alfabetização é sem dúvida, um momento importante da formação escolar, mas, infelizmente o que ainda presenciamos, é um desconhecimento da realidade lingüística da criança, pelos profissionais de educação, como também pelos livros didáticos.
Portanto precisamos levar em consideração, não somente se as crianças sabem escrever ou ler, mas também, como se desenvolvem em diferentes contextos sócio-culturais.


Por Dani Ribeiro e Fernanda Nunes